GM e Fiat anunciam férias coletivas. Seria a crise?

 

De acordo com notícia publicada no site Carsale, o mercado automobilístico brasileiro poderá começar a sofrer as conseqüências da crise mundial nos próximos dias. A General Motors e a Fiat estariam planejando suspender suas produções e diminuir o número de funcionários em certos períodos.

Na fábrica GM no ABC paulista, por volta de 6 000 funcionários deverão ficar em casa entre os dias 20 e 29 de outubro. Em São José dos Campos, cerca de 2 000 trabalhadores terão folga até 2 de novembro. A paralisação também chegaria à unidade de Mogi das Cruzes, com 10 dias.

Na Fiat, cuja fábrica fica em Betim, Minas Gerais, as férias coletivas deverão durar de 10 a 30 dias, atingindo cerca de 15% de seus funcionários (1 500, em média). Assim, o volume da produção, obviamente, será reduzido em até 10% no período.

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As duas companhias se defendem da informação, dizendo que se trata apenas de férias coletivas normais, sem ligações com a crise mundial.

11 Comments on “GM e Fiat anunciam férias coletivas. Seria a crise?

  1. no exato momento em uma crise se aproxima, algumas empresas fazem sacanagem com os consumidos, como por exemplo a Honda, entrei em contato com uma concessionária da Honda para saber do novo Fit, que sairá no mês que vem, o vendedor me disse que o carro vai chegar com espera de 60 dias e ágio. Não dá vontade de boicotar a Honda?

  2. Gostaria de ver se a crise contaminar o mercado de veículos brasileiros e a tristeza dos agiotas de plantão….

  3. É galera , é crise sim e esta só começando…

    Mas é nas dificuldades que se formam os homens !

  4. Desde quando essas notícias da GM e Fiat significam que o mercado está em crise? Procurem se informar a respeito destas duas empresas e como estiveram no mercado internacional nos últimos DEZ anos para verificar que, por base nisso somente, não há nenhuma crise….

  5. John, infelizmente é fato ! Quem tem grana, realmente compra esses carros, não se sabe se é porque a pessoa ganha no fácil, ou se é porque realmente ela quer ter seu carro 0 km e não tem muita opção com relação ao preço, ou se é porque pode fianciar em 72 meses, ou comprar através de consórcio. Afinal de contas todos os carros no Brasil são caros e os preços de veículos que concorrem entre si são praticamente iguais, havendo pequenas variações para cima ou para baixo, mas nada que influencie na decisão de compra.

    De todo modo, pagando caro de bom grado é que o quadro dos preços altos não vai mudar no Brasil.

  6. Também não acredito que haja crise no setor automotivo nacional, pelo contrário, eles só têm o que comemorar. Acredito que as férias coletivas tenham sido planejadas e o motivo deve ser a ampliação de algum setor ou a atualização/adaptação de maquinário para novos modelos que estejam por vir em 2009. Na pior das hipóteses, pode ser atraso de algum fornecedor que ocasionou como conseqüência a diminuição da produção, mas nada para se preocupar.

  7. Primeiro, não acho que tais férias coletivas estivessem programadas, imagino sim que haveria uma programação talvez para dezembro/janeiro (e não muito longa), e na verdade ela foi oportunamente "adiantada" em função da crise. Segundo, não acho que necessariamente isso indique uma crise, mas certamente há outros indícios de uma forte crise, que acabará por afetar as indústrias automobilísticas (e quase todo o resto do país), e eu não tenho nenhuma dúvida que hoje todas as montadoras devem estar com as "barbas de molho", porém as financeiras são, sem a menor dúvida, as que estão mais temendo um "calote geral forçado".

  8. Acredito que o Novo Gol também esteja ajudando a empurrar a Fiat e a GM para baixo. O Voyage também vai comer uma boa fatia de mercado do Fiat Premium e do GM Prisma, entre outros. Só poderemos falar em crise se a soma total de carros vendidos diminuir muito. No caso, acredito em concorrencia.

  9. Nos ultimos 4 meses… VW: vendas com o novo gol subiram cerca de 15%, o fox se manteve. FIAT: palio caiu um pouco mas já havia estado neste nivel no inicio do ano, uno e siena se mantiveram e strada cresceu também uns 15%. GM: seus principais carros se mantiveram e o "famoso" Classic subiu uns 20%. As vendas do gol afetariam diretamente palio, celta, uno, corsa(?)… e desses só o palio caiu, ou seja, o gol "roubou" de outros lugares (e marcas) também. Em resumo, não acho que gol nem voyage (e nem se tivessem "rerelançar" o fusca) tenham gerados férias coletivas, é muito pouco (muito pouco carro também… apesar de vender) para isso. Do voyage a única coisa que sabemos é que é feinho e sem graça. No mais, a VW ainda não anunciou oportunas férias coletivas pois está em fase de abastecer concecionárias com o voyage e porque o gol tem seu volume garantido até o momento, além de terem outros projetos em andamento… mas já já vão dar uma "paradinha" estratégica também.

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