Lifan 320

Já é possível separar o joio do trigo em matéria de carros chineses. Tudo bem, o joio bom do joio ruim. Algumas iniciativas parecem sérias como a Chery e a JAC, já outras assustam. É o caso da Lifan. A marca chegará ao Brasil no mês que vem pelas mãos do grupo Ever Eletric, responsável pela Effa Motors.

Desde o último Salão do Automóvel, a Lifan já flerta com  o mercado brasileiro, mas agora, ao que tudo indica, eles passarão a operar para valer. Na bagagem, dois modelos: o sedã médio 620 e o hatch 320, uma piada com visual pessimamente copiado do Mini Cooper.

Lifan 320

O 320 tem motor 1.3 de 84 cv e o 620, um 1.6 de 114 cv. Se o sedã ainda é um projeto de linhas aceitáveis – embora com faróis inspirados no BMW Série 3 -, o hatch é um desastre visual. Como não tem tradição, a Lifan fará o que as demais chinesas já fazem: equipar os modelos com vários itens na esperança de convencer os desconfiados consumidores.

Segundo a representante no Brasil, a Lifan terá rede própria, mas não disse quantas lojas nem onde elas estarão. Nem chegou oficialmente e a marca anunciou que um utilitário esportivo inédito, a ser revelado no Salão de Pequim este mês estará no país até o final do ano. Promessa típica dessas marcas que raramente são cumpridas.

Lifan 620

A história da Lifan dá arrepios. Foi criada em 1992 e somente em 2003 resolveu aventurar-se pelo setor automobilístico. Será que o Brasil precisa mesmo de uma marca assim?