Mal das pernas, Mazda aposta nos mercados fora do Japão - Blogauto

Mal das pernas, Mazda aposta nos mercados fora do Japão

Depois do divórcio com a Ford, montadora japonesa quer produzir no México e na Tailândia

Mazda3

Não é só a Chrysler que está pagando seus pecados pelas associações furadas que fez no passado. A Mazda é outra que colheu poucos frutos do seu tempo com a Ford. Agora, que a montadora japonesa está sozinha, a falta de uma estratégia global tem prejudicado seu futuro.

A Ford, por exemplo, impediu que a Mazda expandisse seus mercados no mundo, como o Brasil, onde deixou de operar há 10 anos. Restrita a poucos países, a Mazda manteve 70% de sua produção no Japão embora exporte 90% desse total. Os problemas com o tsunami e com o iene valorizado, no entanto, deixaram a marca em situação precária. O resultado é um prejuízo de 1,3 bilhão de dólares em 2011.

A saída está clara: abrir fábricas em outros países e atuar em mercados onde está ausente. O problema é que não há dinheiro em caixa para esse investimento e por isso a Mazda busca um empréstimo de cerca de 900 milhões de dólares para erguer unidades na Tailândia e no México.

É essa fábrica que nos interessa. Se ainda vigorar o acordo de isenção de tarifas, os carros da Mazda no México poderão vir ao Brasil sem pagar impostos de importação, o que abriria um belo mercado para os jap0neses. Tudo isso, porém, levará tempo e talvez seja tarde demais para a tradicional marca nipônica.

5 Comments on “Mal das pernas, Mazda aposta nos mercados fora do Japão

  1. Claro que o México é mais interessante pra Mazda, mas se abrir aqui ainda ganha um emprestimo do BNDES rsrs..

    Td bem q dizem por ai que a GM pede emprestimo do BNDES e manda o dinheiro pro exterior pra financiar projetos que nao tem ligação com o BR. Xii…

  2. A Mazda inovou em vários aspectos, foi por muitos anos uma montadora com tecnologia de ponta, não somente em produtos, como os modelos com motor rotativo, mas em tecnologia de produção e automação industrial.

    A Ford soube tirar proveito dessa parceria, usando plataformas tecnologicamente mais avançadas da Mazda por anos, economizando muito em R&D, e deixou uma empresa que hoje é o esqueleto da antiga Mazda.

    Uma fábrica no México, para as Américas, e outra na Tailândia, para atender competitivamente os mercados asiáticos, parece uma atitude óbvia – mas com uma fábrica no Brasil, quem sabe a marca poderia estabelecer uma base sólida aqui, com seus produtos de qualidade – financiamento é fácil, pois mesmo as marcas com bilhões em caixa conseguem financiamento do BNDES…

  3. Vai sobrar para o consumidor brasileiro a tarefa de socorrer a Mazda? Vão despejar aqui os modelos que ninguém quer, 3x mais caros do que no Japão. Americano é igual cupim: onde eles passam, não fica nem bagaço.

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