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Peugeot-Citroën abrirá uma segunda fábrica no Brasil

PSA Peugeot Citroen

Contra todos os prognósticos, 2009 acabou não sendo um bom ano para as montadoras francesas no Brasil. Mesmo com recorde de vendas, as marcas da França não conseguiram aproveitar como deveriam essa demanda e acabaram perdendo participação no mercado. A PSA, holding que controla a Peugeot e a Citroën, reconheceu o problema e agora se esforça para mostrar que nosso país é prioridade para ela a ponto de aventar a possibilidade de construir uma nova fábrica no Brasil.

A informação foi dada pelo presidente da PSA no Brasil e América Latina, Vicent Rambaud, ao jornal O Globo: “Em breve a divulgaremos”. A atual fábrica de Porto Real passará a trabalhar com o 3º turno e para isso foram contratados mais 700 funcionários.

Rambaud espera que as duas marcas vendam cerca de 200 mil carros em 2010 contra 153 mil em 2009. Para este ano são esperados cinco lançamentos: a 207 Pickup, 308 hatch e sedã, C3 Picasso XTR e outro ainda desconhecido da Citroën.

Ricardo Meier Citroën, Peugeot , , , , , ,

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  1. Charles
    14, janeiro, 2010 em 16:51 | #1

    Ótima notícia. Aplausos a quem investe em nosso país. Ao contrário das “coreanas”, que se aproveitam de um momento cambial que lhes é favoravél, para despejar as sobras de sua produção aqui. Veremos se a situação do valor do dólar se inverter tanto aqui, quanto ná Coréia, quantos “órfãos” de Hyundai(s) e Kia(s) estarão perambulando pelas lojas, tentando o melhor valor possível para seus bólidos, outrora sucesso de público e de crítica.

  2. Denis
    14, janeiro, 2010 em 17:32 | #2

    Caro Charles, em pleno ano de 2010 essa mentalidade de que todas as empresas que queiram comercializar seus produtos em determinado mercado necessitam de uma fabrica no mesmo? Isso ja esta um pouco ultrapassado. Globalização meu amigo. Me diga uma coisa o que você acha da BMW, Mercedes, Audi, etc, vendendo seus restos em nosso País?(de acordo com a sua logica)

  3. pedro
    14, janeiro, 2010 em 17:49 | #3

    A diferença entre os Alemães e Coreanos é que quando ocorre de um importado, seja Audi, BMW, MB ou até mesmo da VW, dá algum problema mecânico, tem peças e oficinas no Brasil para reparo, onde vc precisa de poucos dias para voltar a andar com o seu.

    Agora as Coreanas se o seu carro der um problema, se ele for “comum” vc terá que esperar um mês para revirarem o país para achar a bendita peça. Se ele não for comum, vc terá que esperar essa peça chegar da Coreia, o que demora um bocado, mesmo com toda a sua globalização ainda demora!

    Mercado globalizado não é chegar aqui e vender sobras como as marcas coreanas fazem, sem manutenção e contrapartida alguma. Mercado globalizado vc tem que ter alem da comercialização uma linha logistica eficaz e agil, coisa que a BMW, MB e Audi tem, e que as montadoras instaladas aqui tambem tem e as coreanas ainda não tem! Não devemos esquecer do que ocorreu com a Asia Motors na decada de 90. Importou um monte de carro sem imposto com a promessa de instalar uma fabrica e essa ultima ficou na promessa, assim como aqueles que compraram na epoca seus veiculos, na promessa de que seria mantida a linha de manutenção, coisa que não ocorreu de maneira decente e correta, onde muitos não tinham peças para seus veiculos.

    Agora com relação a PSA, ela tá atrasada. FIAT, GM, Ford, VW e Renault tambem já estão fazendo isso.

  4. victor
    14, janeiro, 2010 em 18:17 | #4

    com o tempo as coisas tendem a mudar, ou tu acha que os 1º carros bmw e audi tinham uma rede com todas as peças que tu precisa a pronta entrega?

    um exemplo mais atual é a capitiva que msm possuindo uma vasta rede de autorizadas nao consegue peças.

    conforme os coreanos (e pq não os cineses) forem adiquirindo espaço no brasil a tendencia é que tenha mais autorizada/especializada e consecutivamente mais peças.

    sobre a noticia, acho uma boa uma fábrica a mais não vai fazer mal algum para o país!

  5. John
    14, janeiro, 2010 em 20:40 | #5

    Se não for para fabricar o 307,5 ou o 206,55 está bom… Mas pode ser para pior sim, e não pensem que as multinacionais são todas tão culpadas – os culpados somos nós, um país de consumidores tapados (os que se conformam em pagar num gol o preço de um BM porque o palio custa quase a mesma coisa…), e de empresários piratas, estes que literalmente direcionam as tais multinacionais para estes caminhos “sombrios”. Ou vocês acham que a postura dessas mesmas empresas na Argentina é diferente porquê? Não vou nem falar do governo… O novo C3 é lindo, provavelmente será visto em breve na China e Índia e aqui… nunca! Que venha a nova fábrica da PSA…

  6. Alvaro Vianna
    14, janeiro, 2010 em 21:07 | #6

    As francesas perderam espaço (principalmente a PSA), por não saberem se portar no nosso país.
    Acho que a única isenta de culpa nessa história é a Citroen, que na medida do possível traz seus carros mais atuais pra cá, e mesmo com um volume de vendas relativamente pequeno (comparado as 5 grandes do nosso país), não para de modernizar sua gama, e de trazer novos veículos.
    Então, tirando a Citroen, sobram Peugeot e Renault. vamos falar primeiro da Renault, que pecou em não trazer seus veículos legitimamente franceses pra cá. A queda nas vendas é o resultado de uma linha de produtos de visual duvidoso. Por mais que Logan e Sandero vendam bem, tenho certeza de que Clio, Nova Scenic e Twingo venderiam muito mais (e nada impediria a comercialização do Logan e do sandero por aqui).
    Já a Peugeot quis enganar meio mundo com uma versão meia boca do 206 chamada 207, com um visual medonho, um painel vagabundo, e preços não tão baixos, não tem como ninguém vender bem. Junte isso, a falta de mudanças no 307 (que mesmo quando era taual nunca vendeu bem).
    Aqui não é argentina, ou seja, não é qualquer bosta que a Peugeot venda por aqui que a gente vai comprar aos montes que nem eles…

    Acho que só a Renault (a curto prazo) e a Citroen (a longo prazo) tem chances de crescimento no nosso mercado, a Peugeot, se não mudar urgentemente de postura, vai cair a cada dia mais.

  7. John
    14, janeiro, 2010 em 21:59 | #7

    Alvaro Vianna :
    Aqui não é argentina, ou seja, não é qualquer bosta que a Peugeot venda por aqui que a gente vai comprar aos montes que nem eles…

    Claro que aqui não é a Argentina – lá eles compram Passat por R$ 45 mil, Audi por preço de Gol, e os carros fabricados aqui chegam lá pela metade do preço. A SW4 top, que lá é vendida por R$ 85 mil, aqui custa o dobro!

    Mas voce se esqueceu que bosta mesmo é o Agile, que eles mandam aos montes para cá e desavisados (que, porém sabem que aqui não é a Argentina) engolem contentes… Feliz ano novo!!

  8. fernando meier
    14, janeiro, 2010 em 22:10 | #8

    pq será que só as francesas nao crescem no brasil? logan, sandero, 206,55 307 velho e agora pick-up 205,66(sic),fluence, meu deus quanta porcaria e ainda querem recorde de vendas?! tragam p ca 207, 308 meganeIII c3 novo que o mercado dirá se vale a pena ou não, isso é p aprender que o brasileiro não é tao burro como os franceses imaginam, ou seja chega de lixos!!!!

  9. Rodrigo
    14, janeiro, 2010 em 22:19 | #9

    Quanto a notícia da fábrica: é um momento muito bom esse que o Brasil está passando atualmente, de visibilidade mundial, de crescimento econômico e de investimento.

    Quanto a carros importados: não foram só as coreanas que pisaram na bola no passado. Além do exemplo da ASIA motors e Daewoo (que foram compradas e deixaram de existir), podemos citar Mazda, Daihatsu e Alfa Romeo que não só abandonaram o país e deixaram seus donos ao Deus dará, mas refutam a voltar em função deste mercado tão tradicionalista. Marcas conceituadas e de excelentes produtos, mas cuja gestão na época foi ineficiente e descompromissada com o consumidor. Mas é óbvio que se o brasileiro continuar com essa mentalidade de só comprar carros de VW, GM, Ford e Fiat por uma questão de “segurança” elas vão continuar se aproveitando disso e vendendo essas sucatas a preço de carro de verdade. E isso se tornará um círculo vicioso sem fim. Pensem nisso!

  10. Rodrigo
    14, janeiro, 2010 em 22:31 | #10

    Ah, outro detalhe: meu pai teve um Civic EX em 1994 que deu problema no câmbio automático e ficou 4 meses e meio esperando peça na concessionária.
    Eu tive um Corsa em 2007 que deu problema no airbag do motorista e volante e tive que aguardar 2 meses a peça, pois não havia em canto algum e tiveram que tirar da linha de produção, depois de insistentes ligações ao SAC da GM e reclamações a diversos meios de comunicação do mundo automotivo.
    http://www2.uol.com.br/bestcars/canal2/corsa25.htm

  11. Comanche
    15, janeiro, 2010 em 02:29 | #11

    Pejo, Citroen e Renô, a questão é óbvia! Será que vcs. são míopes e surdos?

    Pejo (tira de linha) – 206,5 Hatch – Sedan – Perua – Pick-up, 307 Hatch – Sedan e Perua, 407…

    Pejo (ofereça em imediato) – 207 Verdadeiro Hatch – Sedan – Perua – Pick-up (melhor já partir para o 208 que já paira na Euro), 308 Hatch – Sedan – Perua – CC, 4008, Van no Chassi da C4 (esqueci o nome), 407 remodelado …

    —————–

    Renô – (Tira de linha) – Logan, Sandero, Symbol, Fluence, Mègane, clio, Scénic enfim tudo, joga tudo no lixo.

    Renô – (Lança imediatamente) – Novos Méganes Hatch 2 e 4 pt, Sedan, Nova Scénic, novo Clio Hatch e Sedan, Twingo…

    ————————

    Citrôen – (tira de linha) – C3, Picasso, C4 Hatch 4 pt (pois na Europa o C4 Hatch tem novos pára-choques dianteiros e detalhes atualizados que também não chegou ao Brasil)…

    Citrôen – (fabrica aqui) C3 Novo, C4 Picasso e Gran Picasso, C3 Picasso, C4 Hatch igual ao Europeu 4pt, C2 …

    É fácil, franceses! Basta acabar com as desculpas de que determinado lançamento europeu é caro para o Brasil, e nos oferecer produtos iguais.
    Afinal quem está comendo poeira, não adianta tentar ultrapassar o líder de charrete. Tem que ser agressivo, ousado, pioneiro, inovador. Senão será sempre a mesmice, e contente-se com o final da fila.

    Existe os cordados e os indignados, quem vcs. franceses quer ser?

    Ofereçam para nós produtos dignos que compramos seus carros, afinal, são muito bons seus produtos na Europa.

  12. Denis
    15, janeiro, 2010 em 09:25 | #12

    Denis :
    Caro Charles, em pleno ano de 2010 essa mentalidade de que todas as empresas que queiram comercializar seus produtos em determinado mercado necessitam de uma fabrica no mesmo? Isso ja esta um pouco ultrapassado. Globalização meu amigo. Me diga uma coisa o que você acha da BMW, Mercedes, Audi, etc, vendendo seus restos em nosso País?(de acordo com a sua logica)

    desculpe se dei a entender que mais uma fabrica no Brasil seria indiferente, muito pelo contrario, é uma exelente noticia, o que eu quis dizer é que só porque uma empresa não possui uma fabrica em nosso país, não quer dizer que esteja nos vendendo resto do primeiro mundo. A unica que fará isso é a Hyundai, que venderá o Tucson descontinuado lá fora, porem o mesmo será montado aqui como CKD, no restante acho que nossas unicas possibilidades de compra de algum automovel realmente em paridade com o mercado internacional, é sim adiquirindo um importado, infelizmente.
    @Denis

  13. Eric Andreazza
    15, janeiro, 2010 em 09:31 | #13

    Pra Peugeot crescer em 2010 ela vai ter que ter uma estratégia diferente. Primeiro, o nosso 207 (HB, Sedan e SW) nao é um carro ruim, é muito bom e isso tem que ser divulgado com publicidade e lançar a pick-up. Segundo, a Peugeot deveria oferecer no Brasil o 207 europeu (o RC e o CC). Terceiro, lançar o 308 (será fabricado na Argentina) e o 308 sedan (fabricado na Argentina), os dois tem que ser o 308 europeu. Quarto, lançar o 308 SW, 308 CC, 3008 e 5008(importados da franca). Quinto, lançar o RCZ, o novo esportivo que pode servir para a imagem da marca, Sexto continuar com o 407 Sedan e SW até que venha um substituto. Com isso a Peugeot pode crescer, a linha 207 brasileira (que devia desde o inicio ser chamada 207 Compact) pode avançar nas vendas, o 308 se tiver preco bom pode ser o lider do segmento dos hatchs e o sedan a mesma coisa. O 308 SW tambem poderia ser lider. O 3008 e o 5008 também podem vender bem e ajudar a marca a subir nas vendas. Os 207 RC e CC, 308 CC, e RCZ seriam de nicho e mais carros de imagem. A Peugeot se quer pode ficar em quinto lugar este ano no Brasil, porque carro bom é o que nao falta.

  14. Belzebú
    15, janeiro, 2010 em 09:55 | #14

    O dia que o brasileiro tiver dinheiro suficiente pra manter um carro da Peugeot / Citroën, principalmente estes que o pessoal tanto pede pra trazer, quem sabe eles alcançem alguma posição melhor no ranking.
    De que adianta trazer carros inovadores e tecnológicos se tem nego que mal consegue pagar o IPVA e vive reclamando do preço de peças?!
    Tá certíssima Peugeot e Citroën, quem nasceu pra tostão nunca passará de vintém, como diria meu avô…

  15. Eduardo CL
    15, janeiro, 2010 em 13:30 | #15

    @Comanche
    A pejo ja traz pra ca o 407 remodelado

  16. Sergio
    18, janeiro, 2010 em 22:00 | #16

    Minha análise pessoal sobre a PSA Peugeot Citroen no Brasil, é a seguinte: Peugeot => tem uma gama de produtos coerente em termos de atualização com a maioria das montadoras “antigas” do país, ou seja, tem produtos defasados em relação a europa. A vantagem que vejo, é que esses produtos tem de uma forma geral um nivel de acabamento interno superior aos do mesmo seguimento, e itens de série que os tornam uma boa relação custo/benefício. A desvantagem fica por conta da rede de concessionárias e do MKT, além da gama de produtos reduzida em relação as “maiores”, mas isso até é natural pela “idade” da marca no Brasil. Citroen => tem excelentes produtos (nivel de qualidade e itens de segurança e conforto) e muito mais atualizados em relação a europa do que 90% das marcas que vendem por aqui. A desvangem é o preço e um pouco das desvantagens da Peugeot, porém em menor escala. Entratanto, de uma forma geral, acho que ainda pesa muito o preconceito contra essas marcas (e outras também), o que é uma pena, pois apesar dos problemas e erros que elas cometem, tem virtudes que são muito interessantes, como itens de série (de segurança e conforto), interior bem tratado, motores compatíveis, e consequente relação custo/benefício interessante para algumas faixas de preço.

  17. Sergio
    18, janeiro, 2010 em 22:03 | #17

    Ah… falando sobre o tema principal do post, infelizmente não acredito em uma segunda fábrica PSA no Brasil para curto ou médio prazo.

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