Etiqueta do Inmetro nos pneus: nota mínima para passar

Etiqueta do Inmetro nos pneus: nota mínima para passar

Um diretor comercial de uma marca de pneus me disse há alguns anos como foi um choque entrar no setor: “Vim da indústria alimentícia onde aparência é crucial. Mas como vender um produto todo preto e com um buraco no meio?”, brincou.

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De fato, vender pneus não é uma tarefa fácil, mas deveria. Por mais que o carro seja primoroso, sem um bom conjunto de pneus ele não é nada. Ainda assim, o pneu é um sujeito marginalizado e pouco lembrado. É verdade que algumas marcas conseguiram imprimir um diferencial em algumas linhas como o Scorpion, da Pirelli, mas em geral mal sabemos qual a marca e o tipo de pneu que usamos.

Agora, graças ao Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro, essa situação deve mudar para melhor. O órgão começará a etiquetar os pneus vendidos no Brasil a partir de abril. O processo é longo e apenas em outubro do ano que vem todos os pneus fabricados aqui sairão com a famosa etiqueta vista em fogões, geladeiras e carros, mais recentemente.

Mas ela promete tornar a escolha dos pneus mais fácil e segura. São três critérios analisados: resistência ao rolamento, que dá a nota de eficiência energética, Aderência ao Molhado, focada na segurança, e Ruído Externo, voltada ao meio-ambiente.

Até aí parecido com o que vemos, mas há uma diferença importante. Quer dizer, duas. A primeira é que pneus com nota baixa em qualquer um desses quesitos não serão vendidos mais. Imagine se isso ocorresse entre os carros vendidos no Brasil.

A outra diferença é que os fabricantes de pneus, que ajudaram o Inmetro a chegar aos parâmetros, preferiram colocar todos os produtos no mesmo balaio. Ou seja, se um pneu é nota A hoje ele sempre o será. No PBE dos carros, a nota varia conforme a média do segmento. E aqui também não há diferença entre as categorias. Um pneu para carros esportivos pode ter um A assim como um caminhão.

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A vida do pneu, apesar disso, continuará difícil afinal com inúmeros avanços nos últimos anos, quase ninguém consegue dizer se um modelo é ano 2015 ou 1990. Por enquanto, ele continua sendo um círculo preto com um buraco no meio.

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Pneus deixarão de ser um produto difícil de diferenciar

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