Renault Fluence

Chega o final do ano e lá vem a pauta padrão: os melhores do ano e suas derivações. Não resisti e resolvi fazer uma lista com os sedãs médios, segmento que teve várias novidades em 2011. Andei praticamente em todos e confesso que não vi nada irresistível. Bons produtos, mas nenhum que merecesse ser uma referência no mercado, como ocorreu no passado. Vale observar que a lista é pessoal, focada nas versões mais em conta e com transmissão automática (as que mais vendem) e sem levar em conta aspectos como pós-venda, preço de seguro, entre outros. É apenas um balanço geral e convido os leitores a listarem seus preferidos em seus comentários.

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1º – Renault Fluence

O sedã foi lançado em dezembro, mas começou a vender pra valer em 2011. Por que escolhi o Fluence? Primeiro porque é um dos poucos que custa em torno de R$ 65 mil, segundo porque tem uma lista muito boa de itens de série, um motor muito bom e um câmbio moderno. Também é espaçoso e gostoso de dirigir. Aliás, foi uma surpresa gostar desse carro. Mas ainda desconfio do atendimento da Renault e do vexame de não ter carros para vender logo após o lançamento.

O que poderia ser melhor: há alguns pecados no acabamento e a ergonomia tem falhas. Também não consegui aceitar seu visual ainda. Vejo na rua e continuo estranhando.

2º – Honda Civic

Não foi fácil apontar o novo Civic como o segundo colocado nessa lista. Projeto equivocado para mim, o sedã perdeu muito dos diferenciais da 8ª geração, mas ainda é um carro bom de dirigir. Está mais silencioso, equipado e com um bom espaço interno. Mas é caro e cheio de plásticos sem acabamento à altura.

O que poderia ser melhor: o visual. Não custava a Honda ter ousado um pouco em vez de dar um tapa no visual atual. Também poderia ter se preocupado em desenhar um painel mais elegante.

3º – Chevrolet Cruze

Imagino que aqui esteja a maior desavença da lista. O Cruze, mesmo não sendo um modelo “Opel”, como manda a tradição, é um sedã legal. O motor Ecotec empurra bem e o câmbio de seis marchas não compromete. O sistema integrado do GPS é bom de usar e o ajuste de suspensão me agradou. Comparado ao Vectra, o Cruze é um sopro de modernidade. A favor do brasileiro, digo que é muito melhor que o americano, que dirigi por 800 km em setembro e que já havia me convencido do bom projeto.

O que poderia ser melhor: acionamento das marchas no volante, o paddle-shift.

4º – Hyundai Elantra

Esse eu não dirigi, apenas entrei, então vai no “olhômetro”. Ponto positivo para o motor super eficiente que chega a ser menos gastão que carro híbrido. Ponto negativo para os freios traseiros a tambor(!). Inadmissível, mas o sedã é bonito, bem equipado e o preço, dentro da faixa.

O que poderia ser melhor: a Hyundai não ser representada pelo grupo CAOA.

5º – Volkswagen Jetta

Ele é até atraente e tem a dirigibilidade aclamada da Volks, porém, o acabamento do interior é bem aquém do que manda a categoria. O maior erro, no entanto, na minha opinião, é a VW ter feito “dois Jettas”. O TSi é impecável e caro, já o 2.0, de 2ª linha. Parece que a marca quis separar a clientela como “classe executiva” e “econômica”.

O que poderia ser melhor: o motor. Em vez do áspero 2.0 8V um propulsor moderno, quem sabe até com turbo e injeção direta.

6º – Peugeot 408

O fiasco do ano. De novo. A Peugeot não aprende. Levou anos para se tocar que o design era parte fundamental de um sedã, mas não se deu ao trabalho de evoluir a parte mecânica, sempre criticada nos modelos médios da marca. Pior é que a solução existe: está no motor THP e no câmbio automático de seis marchas que são usados no 3008 e que estarão no 408 mais caro, a ser lançado em 2012. Ou seja, a Peugeot vai fazer a mesma besteira que a VW no Jetta. Pelo menos o preço do 408 não é abusivo.

Sem posição – Mitsubishi Lancer GT. Bem lembrado pelo Rodrigo,  faltou o Lancer. Talvez ele até mereça um lugar acima de alguns sedãs, afinal tem um motor e câmbio interessante, sem falar na tração, e o preço também está dentro do esperado. Mas esse é um modelo que eu nem cheguei perto por isso não dá nem para um palpite. Só não acredito muito na Mitsubishi como marca de massa no Brasil. Não pelos produtos e sim pelo foco “off-road” de Eduardo Souza Ramos.

O que poderia ser melhor: como dito acima, motor e câmbio.

Moral da história? O Corolla não terá muito trabalho para manter a liderança entre os sedãs médios. O Civic deve incomodar no começo, mas o Toyota ainda une como ninguém bom acabamento, economia, espaço interno, confiança e até um certo desempenho. É insosso de dirigir, mas não dá trabalho algum. E isso vale muito nesse segmento.