Tata Nano 2012

Não que eu acredite que ele vá fazer alguma diferença por aqui, mas o Nano, “o carro mais barato do mundo”, agora tem tudo para ser produzido no México, segundo revela a colunista do Estadão Sonia Racy. A razão é que a Tata não precisará ter um conteúdo local tão alto quanto no Brasil: lá são necessários apenas 30% de peças mexicanas enquanto aqui o índice mínimo é de 65%.

Certamente, esse estudo da Tata é do tempo em que não havia essa vontade brasileira de cancelar o acordo de isenção de impostos entre os dois países. Ou, então, é mais um motivo para a presidente Dilma querer barrar a entrada dos modelos vindos do México.

Nesse aspecto, há que se entender o ponto de vista do governo. Para que acordo de livre comércio se o outro país deixa as montadoras à vontade para “produzirem” carros com baixo índice de produção local. Mas não justifica a falta de visão ou vontade política de mudar as regras do jogo e estimular a produção de veículos mais sofisticados no Brasil, com menos impostos, por exemplo. Do jeito que estamos, é claro que a demanda por veículos melhores só pode ser atendida pelo mercado externo.