TIGGO 9 enfrenta colisão tripla em teste e reforça foco em segurança

TIGGO 9 enfrenta colisão tripla em teste e reforça foco em segurança

A segurança voltou ao centro da estratégia da fabricante chinesa Chery. Durante a Cúpula Global de Concessionários 2026, realizada em abril, o TIGGO 9 passou por uma verificação pública de colisão composta envolvendo três veículos, em um cenário criado para simular acidentes reais de alto risco. A proposta não foi apenas exibir números de laboratório, algo que praticamente toda fabricante faz hoje, mas mostrar como o SUV reage quando a física decide trabalhar em dobro.

O teste colocou o TIGGO 9 em uma situação pouco comum nos protocolos tradicionais de segurança. O SUV recebeu simultaneamente um impacto frontal de um TIGGO 7 a 50 km/h e uma colisão traseira a 40 km/h, reproduzindo situações típicas de engavetamentos e acidentes em cruzamentos.

Em um mercado onde tecnologia virou commodity e telas gigantes já não impressionam tanto quanto antes, segurança estrutural voltou a ganhar peso na decisão de compra, especialmente em SUVs familiares de maior porte. E é exatamente nesse território que o TIGGO 9 tenta se posicionar globalmente.

Como foi o teste de colisão do TIGGO 9?

A validação utilizou uma colisão composta de três veículos, diferente dos testes convencionais de impacto único. Nesse cenário, o TIGGO 9 atuou como veículo central da simulação, absorvendo impactos dianteiros e traseiros praticamente ao mesmo tempo.

Segundo a Chery, o objetivo era avaliar três fatores principais:

  • Integridade estrutural da cabine
  • Eficiência dos sistemas de retenção
  • Capacidade de resposta pós-colisão

Esse tipo de cenário exige mais da carroceria e dos sistemas eletrônicos porque as cargas estruturais acontecem em múltiplas direções e sem tempo de dissipação entre os impactos.

Na prática, é um tipo de acidente muito mais próximo da realidade das estradas do que boa parte dos testes tradicionais vistos em campanhas publicitárias de segurança.

Estrutura da cabine permaneceu preservada

Após a colisão, a fabricante divulgou que a cabine do TIGGO 9 permaneceu estruturalmente intacta. As colunas A, B, C e D não apresentaram deformações consideradas críticas e o espaço de sobrevivência dos ocupantes foi preservado.

Além disso:

Airbags e cintos funcionaram normalmente

Os airbags frontais, laterais e de cortina foram acionados corretamente durante o impacto. Os cintos com pré-tensionadores também operaram de forma adequada, reduzindo a movimentação dos ocupantes.

A Chery informou ainda que:

  • As quatro portas destravaram automaticamente
  • O sistema elétrico manteve o funcionamento do pisca-alerta
  • Não houve vazamento de combustível

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São detalhes que parecem pequenos em apresentações técnicas, mas fazem enorme diferença em cenários reais de resgate.

TIGGO 9 enfrenta colisão tripla em teste e reforça foco em segurança

O que sustenta a estrutura do TIGGO 9?

A fabricante afirma que o TIGGO 9 utiliza uma arquitetura de alta rigidez, com 85% de aço de alta resistência e 21% de aço moldado a quente.

Esse tipo de construção tem duas funções principais:

Melhor distribuição da energia do impacto

O projeto estrutural utiliza caminhos de transferência de carga para dispersar a energia da colisão pela carroceria, reduzindo a concentração de força na cabine.

Maior proteção aos ocupantes

Quanto menor a deformação da célula de sobrevivência, maior a chance de preservação física dos passageiros em acidentes severos.

O TIGGO 9 também traz um conjunto com 10 airbags, além de sistemas automáticos de resposta pós-colisão. É um pacote que aproxima o SUV do padrão encontrado em utilitários esportivos globais de categorias superiores.

TIGGO 9 enfrenta colisão tripla em teste e reforça foco em segurança

Segurança virou argumento estratégico para marcas chinesas

Durante muitos anos, veículos chineses enfrentaram resistência justamente por questões ligadas à segurança. Esse cenário mudou radicalmente na última década.

Hoje, fabricantes como Chery, BYD, Geely e GWM passaram a investir pesado em engenharia estrutural, laboratórios próprios e certificações internacionais. A consequência é clara: vários modelos chineses começaram a conquistar notas máximas em programas como Euro NCAP, ANCAP e ASEAN NCAP.

No caso da Chery, a fabricante destaca que seu laboratório de colisão opera desde 2010 e possui capacidade para mais de 200 tipos de testes, além de certificações internacionais como CNAS, VCA e TÜV.

Durante o evento, Gavin Liang, vice-gerente geral da marca Chery, afirmou que a proposta da empresa é ampliar continuamente os sistemas globais de validação de segurança e aproximar os testes das condições reais enfrentadas pelos consumidores.

TIGGO 9 enfrenta colisão tripla em teste e reforça foco em segurança

O TIGGO 9 pode mudar a percepção do público?

Essa talvez seja a pergunta mais importante de toda essa operação.

O consumidor médio dificilmente acompanha porcentagem de aço estrutural ou protocolos de colisão. Mas ele percebe rapidamente quando um veículo transmite sensação de robustez, especialmente em um segmento familiar.

E existe um detalhe interessante nesse tipo de demonstração pública: ela também funciona como mensagem política para o mercado global. A Chery claramente quer mostrar que não pretende mais disputar espaço apenas por preço ou equipamentos.

O TIGGO 9 surge como parte de uma nova fase da indústria chinesa, onde segurança, refinamento estrutural e validação internacional passaram a ter peso semelhante ao custo-benefício. Algo que, há dez anos, parecia improvável para boa parte do mercado.

Perguntas frequentes

O que foi o teste de colisão do Chery TIGGO 9?

Foi uma verificação pública de colisão composta envolvendo três veículos durante a Cúpula Global de Concessionários Chery 2026. O TIGGO 9 recebeu impactos frontal e traseiro simultaneamente para simular acidentes reais de alto risco.

Qual foi a velocidade dos impactos no teste?

O TIGGO 9 recebeu um impacto frontal de um TIGGO 7 a 50 km/h e uma colisão traseira a 40 km/h. O objetivo era reproduzir cenários típicos de engavetamentos e colisões em cruzamentos.

O TIGGO 9 manteve a cabine intacta após a colisão?

Segundo a Chery, a cabine de passageiros permaneceu estruturalmente preservada após o teste. As colunas A, B, C e D não apresentaram deformações críticas e o espaço interno foi mantido.

Quais sistemas de segurança funcionaram durante o teste?

Os airbags frontais, laterais e de cortina foram acionados corretamente. Os cintos com pré-tensionadores também funcionaram normalmente, além do destravamento automático das portas e ativação do pisca-alerta.

Qual é a estrutura de segurança do TIGGO 9?

O SUV utiliza uma carroceria com 85% de aço de alta resistência e 21% de aço moldado a quente. O modelo também conta com 10 airbags e sistemas automáticos de resposta pós-colisão.

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