GWM pós-venda com peças tabeladas e NPS acima de 89%

GWM pós-venda com peças tabeladas e NPS acima de 89%

A operação de pós-venda virou um dos principais campos de disputa entre as fabricantes no Brasil. Em um mercado onde a experiência depois da compra pesa quase tanto quanto o produto em si, a GWM decidiu apostar em previsibilidade, digitalização e logística para tentar se diferenciar de marcas já consolidadas.

A fabricante chinesa anunciou a consolidação de sua estrutura de pós-venda no país ao completar três anos de atuação no mercado brasileiro. O destaque está em uma combinação pouco comum no setor: preço único de peças e revisões tabeladas em toda a rede, além do uso de inteligência artificial no atendimento e em diagnósticos técnicos.

Na prática, a estratégia busca resolver um problema antigo do consumidor brasileiro: a loteria que muitas vezes existe entre concessionárias da mesma marca. Dependendo da cidade, o cliente costuma encontrar preços, prazos e qualidade de atendimento bastante diferentes. A GWM quer justamente atacar esse ponto.

O movimento faz sentido especialmente para consumidores que ainda enxergam fabricantes chinesas com certa cautela quando o assunto é assistência técnica, disponibilidade de peças e valor de revenda. Não por acaso, o pós-venda virou prioridade estratégica para a empresa no Brasil.

GWM aposta em preço único de peças e revisões

Um dos principais diferenciais anunciados pela GWM é a política de preço tabelado para peças e acessórios em toda a rede nacional. Segundo a fabricante, ela é atualmente a única empresa do setor no Brasil a trabalhar com essa padronização em escala nacional.

Além das peças, as revisões também seguem preços tabelados até a décima manutenção periódica, independentemente da concessionária escolhida pelo cliente.

A medida reduz um dos maiores desgastes do pós-venda brasileiro: a diferença de valores entre lojas da mesma rede. Em alguns casos no mercado nacional, um simples orçamento pode variar centenas ou até milhares de reais dependendo da região.

Segundo Daniel Conte, diretor de pós-venda da GWM Brasil, a ideia é oferecer previsibilidade ao consumidor e eliminar incertezas relacionadas a custo, prazo e qualidade do serviço.

GWM pós-venda com peças tabeladas e NPS acima de 89%

Como funciona a estrutura de pós-venda da GWM no Brasil?

A operação da fabricante já conta com 130 concessionárias e 83 centros técnicos espalhados pelo país.

O centro logístico de Cajamar, em São Paulo, se tornou peça-chave para sustentar essa expansão. Segundo a empresa, a disponibilidade de peças chega a 98% no centro de distribuição e a 96% nas oficinas da rede.

Na prática, isso ajuda a reduzir o tempo de espera por componentes, um dos pontos mais sensíveis para clientes de marcas em crescimento no Brasil.

Existe ainda um dado relevante: a GWM afirma atingir índice de resolução de 91,6% em diagnósticos complexos, acima da média de mercado, que varia entre 85% e 90%.

Embora esses números sejam fornecidos pela própria fabricante, eles mostram uma preocupação clara em profissionalizar rapidamente a estrutura de atendimento. E isso não é detalhe. Fabricantes que crescem rápido demais sem suporte adequado costumam enfrentar desgaste acelerado de reputação. O mercado brasileiro já viu esse filme algumas vezes.

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Inteligência artificial reduz tempo de atendimento

Outro ponto que chama atenção é o uso de inteligência artificial no pós-venda.

Em 2023, a GWM implementou um sistema de atendimento 100% digital e sem papel em sua rede brasileira. Segundo a empresa, a automação reduziu em até 75% o tempo de atendimento ao consumidor.

O sistema inclui assinatura digital de ordens de serviço, integração em tempo real com concessionárias e gestão digital de processos.

A digitalização também ajuda a reduzir gargalos operacionais e padronizar o atendimento. Parece básico, mas ainda há redes no Brasil onde parte do pós-venda funciona praticamente no modo “planilha perdida no computador da recepção”.

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Engenharia de serviços virou prioridade

A fabricante também criou uma estrutura própria de engenharia de serviços no Brasil, formada por 18 engenheiros, especialistas e analistas dedicados exclusivamente ao suporte técnico da rede.

Essa equipe atua em conjunto com concessionárias e com áreas globais da empresa para acelerar diagnósticos e correções técnicas.

Outro recurso utilizado é o processo EDER, sigla para Early Detection, Early Resolution. O sistema conecta concessionárias brasileiras, engenharia local, fornecedores globais e equipes de pesquisa e desenvolvimento da matriz chinesa.

Na prática, a proposta é identificar falhas rapidamente e resolver problemas antes que eles se espalhem pela rede.

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GWM Academy amplia treinamento técnico

A fabricante também investiu na criação da GWM Academy, instalada no SENAI Ipiranga, em São Paulo.

O centro de treinamento é focado em veículos híbridos e elétricos, diagnósticos avançados, eletrônica embarcada, atendimento ao cliente e gestão de peças e garantia.

O investimento em formação técnica faz sentido diante do crescimento dos veículos eletrificados no Brasil. Sistemas híbridos e elétricos exigem conhecimento específico, ferramentas dedicadas e processos diferentes dos modelos a combustão tradicionais.

Sem isso, o risco de erros de diagnóstico aumenta significativamente, especialmente em redes em expansão.

Pacote de serviços tenta reduzir insegurança do consumidor

A GWM também oferece o chamado “Pacote Tranquilidade”, que inclui assistência 24 horas por dois anos, monitoramento remoto via aplicativo e oficina móvel para pequenos atendimentos.

Há ainda carro reserva para diagnósticos prolongados acima de cinco dias, exceto em casos de funilaria.

Outro destaque envolve a assistência para veículos híbridos e elétricos, incluindo suporte para panes relacionadas à bateria e atendimento em situações de pneus danificados.

Além disso, a empresa oferece 122 acessórios com preço tabelado nacionalmente. Segundo a fabricante, 65% desses itens já são produzidos no Brasil.

Pós-venda pode definir o futuro da GWM no Brasil

O avanço da GWM no Brasil não dependerá apenas de design, desempenho ou lista de equipamentos. O verdadeiro teste começa quando o cliente precisa voltar à concessionária.

É justamente aí que muitas fabricantes ganham ou perdem reputação no longo prazo.

A estratégia da GWM mostra uma tentativa clara de evitar os erros históricos enfrentados por marcas que chegaram ao país com produtos competitivos, mas sem estrutura suficiente para sustentar crescimento acelerado.

Se os números apresentados pela empresa se mantiverem na prática do dia a dia, a fabricante pode transformar o pós-venda em um diferencial real no mercado brasileiro. E isso talvez seja mais importante do que lançar mais um SUV com tela gigante no painel. O Brasil já tem vários desses.

Perguntas frequentes

A GWM tem preço tabelado de peças no Brasil?

Sim. Segundo a fabricante, todas as peças e acessórios possuem preço único em toda a rede nacional. As revisões também têm valores tabelados até a décima manutenção.

Quantas concessionárias a GWM possui no Brasil?

A empresa afirma contar atualmente com 130 concessionárias e 83 centros técnicos espalhados pelo país. A rede segue em expansão.

A GWM utiliza inteligência artificial no pós-venda?

Sim. A fabricante implementou um sistema digital com inteligência artificial para automatizar processos de atendimento e diagnóstico. Segundo a empresa, isso reduz o tempo de atendimento em até 75%.

Onde fica o centro logístico da GWM no Brasil?

O principal centro de distribuição da marca fica em Cajamar, no estado de São Paulo. A estrutura atende concessionárias e oficinas da rede nacional.

O que é a GWM Academy?

A GWM Academy é o centro de treinamento técnico da fabricante no Brasil, instalado no SENAI Ipiranga, em São Paulo. O espaço é voltado à capacitação em veículos híbridos, elétricos e diagnósticos avançados.

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