Mitsubishi Mirage

Quando li o comunicado da Mitsubishi na quarta dizendo que irá mostrar no Salão de Tóquio o Mirage, um inédito hatch compacto para países emergentes, corri para procurar alguma referência ao Global Small Concept, um conceito revelado no Salão de Genebra, mas o texto não ligada uma coisa com a outra. No entanto, basta colocá-los no mesmo plano para ver o Mirage é a versão de produção do GSC.

Ou seja, é ele o modelo que tem grandes chances de ser fabricado no Brasil, segundo se comentou por aqui no começo do ano. De fato, a Mitsubishi estreitou relações com a MMC, representante do grupo no país e capitaneada por Eduardo Souza Ramos, empresário com larga experiência no mercado. Tanto assim que decidiu montar em Catalão o mais sofisticado Lancer nas versões comum.

Mas o Mirage é um passo mais ousado e necessário também para ter relevância em nosso país. É só ver o que orientais estão fazendo ultimamente para estrear no segmento compacto. Toyota, Hyundai, Nissan e Honda já estão ou vão atuar nele, o que é a melhor notícia que se pode ter para o consumidor já que as quatro marcas tradicionais dominam quase que a totalidade dessas vendas.

Se o Mirage vier como prometido, terá um pacote interessante. Seus motores são 1.0 e 1.2 litro, há câmbio CVT com trocas sequenciais, faróis de led, painel LCD touchscreen e até uma tecla ECO, para ajudar a consumir e emitir poluentes em quantidades menores.

Tudo isso ainda vai demorar. O Mirage chegará à Ásia no final de 2012, na Europa, em 2013, e por aqui provavelmente perto da Copa do Mundo.

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