É isso mesmo que vocês leram. O Tiida Sedan custa menos que o Tiida hatch. E por que isso? Simples: a versão sedã é mais despojada que a hatch. E mais: o Tiida três volumes é nada menos que o 3º carro mais vendido no México, onde é fabricado, atrás apenas do Bora (Jetta por lá) e do Tsuru, um Nissan Sentra de três gerações atrás.

Em maio, por exemplo, foram mais de 12 mil carros vendidos lá, ou seja, o Tiida Sedan emplaca mais que qualquer sedã compacto vendido aqui. Mas a Nissan brasileira é modesta na hora de imaginar suas vendas no país: apenas 200 carros por mês.

Estranho, afinal, se o carro não é uma formosura, tem um custo-benefício impressionante. Por R$ 44 500, o cliente leva um sedã médio com bom porta-malas (467 litros), motor 1.8 16V de 126 cv flex, câmbio manual de seis marchas, ar, trio elétrico, direção também elétrica, computador de bordo, chave com keyless e CD Player com MP3 e entrada para iPod. Até mesmo trava elétrica o porta-malas tem, embora as hastes sejam do tipo “pescoço de ganso” que roubam espaço no interior do bagageiro.

Ficaram de fora, é verdade, as rodas de liga (podem ser compradas à parte por R$ 1 499) e itens de segurança como ABS e airbags que não são nem opcionais por enquanto. A Nissan diz que pode até importar versões melhores, mas agora quer ganhar mercado com um modelo muito mais barato que a concorrência.

Aliás, sem concorrência, afinal, por esse preço, o Tiida Sedan sai mais barato que o Siena HLX 1.8 ou o Polo Sedan, sem falar nos sedãs médios tido como baratos como o Astra Sedan, o 307 Sedan e o Mégane.

Um carro como esse nas mãos da Fiat venderia uns 10 mil exemplares por mês, ou seja, a Nissan pode sim emplacar mais de mil carros se quiser. A não ser que a filial mexicana não queira exportar tanto para cá.