Automóveis deixam de ser investimento para virar bem de consumo

Na verdade, começa a ser percebido como o que sempre foi, um bem cujo uso e o tempo o deprecia. Mas as distorções da economia brasileira, com suas regras mutáveis e a inflação galopante, tornaram a compra do carro quase um investimento mesmo. Em certos períodos, era possível comprar um veículo e vendê-lo tempos depois por um valor teoricamente mais alto. Artigo do jornalista Joel Leite publicado hoje mostra que essa época acabou.

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Segundo Joel, nos últimos meses, a desvalorização do carro aumentou e não dá pinta de que vai se recuperar. A maior parte da perda de valor se dá ao retirar o veículo da concessionária. Por exemplo, um Celta perdia 8% do valor, agora perde 11%. Um Xsara Picasso via seu preço cair 19% no ano passado, agora despenca 24%.

Nada mais natural e é o que acontece em outros mercados, onde o automóvel é tratado como uma se fosse uma TV, uma geladeira ou um celular. Ainda mais agora que as novidades chegam aos montes todos os anos, o consumidor tende a trocá-lo não por necessidade, mas por status ou em busca de mais tecnologia ou diferenciais, fenômeno comum há mais tempo entre os veículos premium.

Claro que ainda precisamos pensar bem antes de comprar determinado modelo e como o faremos, sobretudo com financiamentos facilitados, mas que no fim se mostram caros. Porém, é importante que deixemos de acreditar que poderemos lucrar com essa aquisição.