Tata Nano

Se você tem um veículo que custa o equivalente a R$ 4.500 qual seria sua expectativa de vendas? Certamente, na casa dos cinco dígitos. Se no Brasil o Gol emplaca mais de 25.000 unidades todos os meses mesmo custando acima de R$ 27.000 dá até para imaginar que o Tata Nano teria uma clientela mensal beirando as 100.000 pessoas. Agora imagine isso na Índia, país carente de transporte individual e com uma população em torno de 1 bilhão de almas?

Pois apenas 589 pessoas compraram o Nano no mês passado, queda de 85% nas vendas e apenas 1% de participação no volume comercializado por todos os modelos da Tata. Fracasso?

Para Carl Foster, ex-CEO da Opel e agora chefão da Tata, a resposta é não. A culpa, segundo ele, é dos bancos que temem emprestar dinheiro para os clientes do carro com medo de uma explosão de consumo possa secar suas reservas para empréstimo.

Mas a história não cola para analistas no exterior que culpam os inexplicáveis incêndios ocorridos nos últimos meses e o fato de a Tata ter aumentado o preço do carro mais barato do mundo duas vezes em cerca de US$ 500. Para um público que conta suas rúpias, isso é muita coisa.